Blog I'unitá Brasil

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Viva Cuba Libre

por Afonso Hipólito



Ontem, durante todo o dia, recebi mensagens de muitas pessoas sugerindo que eu assistisse um programa a respeito de Cuba que seria exibido pela Tv Globo à noite.

Entrei no 'site' da emissora e vi que se tratava de um programa que mostra a profissão de repórteres a partir de trabalhos feitos por jovens profissionais capitaneados por um experimente.

O programa não prometia exatamente Cuba como tema central. Falaria da crise iniciada na ilha com o fim da União Soviética e que teve seu auge entre 1994 e 1996.

A proposta do programa era mostrar como estão os cubanos que emigraram para os Estados Unidos e como estão os familiares que ficaram na ilha.

O programa falou rapidamente dos cubanos que sequestraram uma balsa em Havana no ano de 1994 para emigrarem para os Estados Unidos dando origem à uma série de casos semelhantes dispersos entre os dois anos que citei, e mais rápido e vagamente ainda falaram da decisão imediata do governo após o primeiro episódio de não mais exigir tanto dos cidadãos que quisessem deixar o país (as exigências eram que para sair o fizessem com segurança, destino e objetivos certos dentro da legalidade, o que ficava complicado se pensarmos que o destino mais desejado entre os que queriam sair era os Estados Unidos, ou seja, um país que nunca daria um visto mas que não se furtaria a recebê-los, obrigando os mesmos a se arriscarem com a torcida intensa dos dirigentes americanos para que morressem e a tragédia pudesse ser mostrada no mundo inteiro como consequência do regime liderado por Fidel Castro).

A partir daí mostraram a vida dos que saíram de Cuba, suas conquistas materiais nos Estados Unidos e como estão seus familiares na ilha, com destaque para a filha de um imigrante que hoje é bailarina e vive feliz em Cuba e um sujeito chamado Eduardo, que tentara sair com os primeiros e que hoje vive infeliz jurando tentar sair até morrer; neste momento o repórter fala da vigilância da polícia sobre Eduardo, só "esquece" de dizer que o mesmo é vigiado para que não saia de forma arriscada e morra no mar. Aí alguém pode perguntar: se Eduardo pode sair por que não sai?

Eduardo é um caso conhecido em Cuba. Está entre os muitos que não quiseram ir para a universidade e dos poucos que não abraçaram o que tiraria Cuba da crise extrema a partir de 1996: o turismo.

Agora se pergunte, se a vida em Cuba é tão ruim, como o programa tentou mostrar, por que entrevistaram apenas um insatisfeito? Aí alguém pode responder que a repressão não deixou; mas aí eu terei que perguntar: com tantos supostos insatisfeitos anônimos em Cuba a equipe de reportagem conseguiu autorização para entrevistar apenas um e justamente um caso emblemático? Nem uma coisa nem outra. Não há milhares de insatisfeitos em Cuba e não houve necessidade de uma autorização especial para entrevistar o improdutivo Eduardo.

Seguindo com o programa, sem querer a reportagem passou uma mensagem positiva ao dizer que um carro custa quase dez vezes mais do que no Brasil e um pote de sorvete apenas alguns centavos. Mas é claro que- certamente- os que viram como uma mensagem positiva fazem parte de uma minoria.

O programa poderia, se quisesse ter prestado o serviço decente que o bom jornalismo o faz à sociedade, ter perguntado ao telespectador: qual a razão dos Estados Unidos ter imposto tantas ações desumanas contra Cuba desde a revolução se tinha certeza que a mesma daria errado?

A verdade é que a maioria da população cubana é feliz, ama Cuba e tem respeito e  admiração infindáveis pelos lideres revolucionários, principalmente Fidel.

O programa poderia ter mostrado a imensa riqueza cultural de Cuba; poderia ter falado de ícones como José Martí; teria sido de aplaudir se tivessem mostrado a relação de amor e carinho extremos de muitos dos maiores nomes da cultura e da política mundial do século passado com o país, como Nelson Mandela e Gabriel García Márquez, que fundou a mundialmente conhecida e elogiada EICTV (Escuela Internacional de Cine y TV); poderia ter mostrado a alegria contagiante de um povo que bebe, canta e dança pelos bares e restaurantes alegres de Havana; deveria ter mostrado a deslumbrante Varadero e tantas outras belezas naturais de um país que não foi oprimido pelo regime liderado por um de seus mais nobres filhos, e sim pela estupidez de um gigante covarde.

Boa vontade para pesquisar, inteligência para interpretar, consciência e, se possível, alguns dias- ao menos- em Cuba conhecendo e conversando com as pessoas que formam um país cuja a maioria da população não é composta de Eduardos, faz qualquer um entender que Fidel não fechou Cuba para o mundo. Fidel apenas protegeu seu país de uma forma que as ações desumanas dos Estados Unidos o obrigou a fazer, e o fez como um pai que não tem condições de comprar os brinquedos da moda para os filhos e por isso não os leva para um passeio na maior loja de brinquedos da cidade.

E pra finalizar; três coisas que os brasileiros deveriam ter acesso irrestrito por terem como direitos garantidos pela Constituição e não tem os cidadãos cubanos tem: educação, saúde e segurança.


Viva Cuba Libre      


Foto: Afonso Hipólito

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O Que Podemos Esperar da Bancada Capixaba em Brasília em 2015

por Afonso Hipólito



Os deputados que irão formar a bancada capixaba na Câmara Federal a partir de 2015 foram indagados  pelo Jornal A Tribuna sobre suas posições com relação a cinco temas, dos quais destaco quatro: aborto, homofobia, maioridade penal (tema mais eleitoreiro destas eleições) e legalização da maconha.

Carlos Mannato, do SDD, partido fundado em meio a inúmeras acusações de fraude e cujo presidente nacional é acusado de todo tipo de falcatrua e tido por todo cientista político sensato como emblemático pilantra da política brasileira, fingiu que a pergunta era ser ou não a favor do aborto, como todos os outros, e não sobre ser ou não a favor da descriminalização do mesmo, e a resposta que se esperava, como de todos os outros, tendo em vista a deturpação da pergunta: são contra o aborto.

Quando deturparam, talvez por covardia, a pergunta sobre a aborto, perderam uma ótima oportunidade de dar uma resposta decente: somos a favor da descriminalização do aborto em favor das mulheres brasileiras.

O tema maioridade penal nem deveria ser discutido, posto que é juridicamente inviável e humanamente injusto, tendo em vista as condições dos locais para onde são levados os menores em conflito com a lei e a forma como são tratados. Mas tivemos respostas positivas por parte de quatro deputados: Evair de Melo (PV), Givaldo Vieira (PT), Helder Salomão (PT) e Sergio Vidigal (PDT), que deu a única resposta aceitável para o tema: educar é mais eficiente do que punir. Entre as respostas negativas eu destaco a decepcionante postura de Paulo Foletto (PSB), que já havia explorado -vergonhosamente- o tema em campanha, que disse ser a favor da redução, sabendo ser, como já disse, juridicamente impossível e humanamente injusto, e com isso, perdeu a oportunidade, como outros cinco, de complementar a ótima resposta de Vidigal dizendo que só se muda algo quando se tentou de tudo para que desse certo e ainda assim deu errado  e que no caso em questão nunca se tentou nada.

Com relação ao tema homofobia, tivemos sete respostas positivas, ou seja, a favor de criminalizar, e três respostas vagas. Entre as respostas positivas a surpresa ficou por conta de Mannato: é a favor.

Com relação a legalização da maconha tivemos nove respostas péssimas e uma vaga (Evair de Melo). Dessa forma, perderam a oportunidade de uma resposta sensata: somos a favor da legalização da maconha como ponto de partida de um projeto amplo para o futuro onde, o tráfico seja aniquilado e o dinheiro gasto inutilmente para combatê-lo seja gasto para educar as crianças de hoje para que se tornem adultos que possam encarar o assunto com mais preparo amanhã.   

É Só Um Pouco Mais Que Absurdo

Aécio Neves ser alçado à condição de arauto mor da moral de dos bons costumes e representante da "família brasileira", mesmo em momento difícil, é inaceitável e só é compreensível quando lembramos que "A IGNORÂNCIA É VIZINHA DA MALDADE".

Não, Não Deve Ser Assim

Lamentável que o PSB esteja numa condição de órfão tutelado, e espero que provisoriamente, por envenenados e dilacerados -emocionalmente- incapazes de atitudes sensatas e que a sugestão de não seguir o caminho errado dada por Roberto Amaral tenha sido rechaçada e o mesmo isolado.

Os Grandes Querem Ajuda Dos Que Um Dia Foram Ignorados e Chamados De Pequenos Inuteis.

O coordenador para assuntos internacionais de Aécio Neves é Rubens Barbosa, embaixador brasileiro em Washington entre 1999 e 2004 e em Londres entre 1994 e 1999.

Caso Aécio seja eleito ele deve se tornar Ministro do Exterior.

Rubens Barbosa defende que o Brasil corte ao máximo, se possível por completo, relações com Cuba, Venezuela, Argentina e Rússia, o que é só um detalhe dos muitos que deixam EUA e Europa na torcida, e espero que só na torcida, para que Aécio saia vitorioso.

Começou mal...


Ex-prefeito de Vila Velha, Max  Mauro Filho foi eleito Deputado Federal pelo PSDB e tomará duas posses, a primeira em período de recesso da Câmara dos Deputados, o que lhe garantirá um salário extra (R$ 26,7 reais).

A situação se explica, do prisma legal, porque Max Filho é suplente do atual Deputado Federal e futuro vice-governador do Espírito Santo.
Max poderia, na verdade pode ainda, abrir mão da primeira posse e, portanto, dos R$26,7 reais, mas preferiu aceitar com a justificativa de que "são as regras do jogo e que se muitos aceitam não há razão para que ele não aceite".

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Do Que Não Pode Ser

por Afonso Hipólito



Instituição religiosa com sede em Vila Velha e presente em vários países cuja cúpula está envolvida num escândalo de corrupção sem precedentes em contexto semelhante realizou culto especialmente para um determinado candidato que disputa cargo público que já ocupou - por oito anos - em cujo período viu seu nome citado por membros influentes da instituição em questão que falavam em "perseguição".

Um detalhe que vale ressaltar e que demonstra o quão especial era o culto para os envolvidos é que este foi realizado numa sexta-feira, dia em que não há culto nas igrejas componentes da instituição.

Como tudo tem um lado positivo, o do caso em questão é que se criou um perfeita oportunidade dos milhares de membros da referida instituição, que tanto bradaram desde a explosão do escândalo citado que a maioria deles era composta de gente séria, o que não duvido, provarem que sempre estiveram certos e que a fé de que tanto falam é em algo infinitamente digno e não nos atos e palavras dos humanos que se apresentam como seus líderes e são suspeitos de tantos crimes.